Tecnologia ajuda empresas a proteger colaboradores em ambientes frios

Empresas que operam com atividades em ambientes artificialmente frios, como câmaras frigoríficas em açougues, supermercados e indústrias alimentícias, galpões logísticos,  precisam priorizar a saúde dos trabalhadores expostos a condições insalubres ou perigosas. 

Fatores como tempo máximo de permanência, uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e concessão de pausas para recuperação térmica são regulamentados pela legislação, mas o controle rigoroso desses detalhes representa um desafio para departamentos de RH e gestores, que buscam evitar passivos trabalhistas sem comprometer a produtividade.

Segundo Marcelo Lonzetti, diretor da ztrax, empresa especializada em soluções de Real-Time Location System (RTLS), tecnologias de monitoramento em tempo real, como o chamado “kit pausa térmica”, permitem criar alertas automáticos sobre a localização e o tempo de permanência de colaboradores em áreas controladas trazendo garantias para tanto para a empresa quanto para o colaborador:

“Para os gestores de RH, esses dados facilitam o cálculo e a análise do trabalho de cada funcionário. Dependendo da função, há limites de exposição para prevenir riscos à saúde e problemas judiciais relacionados à insalubridade”, explica Lonzetti.

Em operações dentro de câmaras frigoríficas ou espaços similares, a proteção adequada contra o frio é essencial. Sem EPIs corretos, a atividade pode ser classificada como insalubre por meio de laudos de inspeção. Lonzetti cita um exemplo prático:

“Imagine que um colaborador precisa de cerca de 10 minutos para vestir os equipamentos antes de entrar na câmara fria. Se o sistema RTLS registra menos de cinco minutos no vestiário anterior, o gestor pode investigar se o procedimento foi seguido adequadamente. Itens como jaqueta térmica com capuz, calça impermeável, bota PVC e luvas exigem tempo para vestimenta correta, na pressa, algum detalhe pode ser negligenciado” diz Marcelo.

Com o RTLS, as empresas podem verificar automaticamente se as pausas são concedidas no tempo e local corretos, garantindo não apenas a segurança do colaborador, mas também a conformidade legal da organização.

Normas regulamentadoras definem o uso obrigatório de EPIs, limites de exposição a baixas temperaturas e rotas seguras para prevenir acidentes. Em ambientes extremos, como câmaras frias em operações portuárias ou navios (regulamentadas pela NR-29), temperaturas iguais ou inferiores a -18°C exigem indicação clara do tempo máximo de permanência e regimes alternados de trabalho e recuperação:

“É impraticável que gestores acompanhem pessoalmente cada colaborador e turno, além de ser totalmente ineficaz quando falamos em processos judiciais.  A tecnologia RTLS assume essa função, fornecendo informações precisas e em tempo real e que podem ser comprovados e não burlados”, conclui Lonzetti.

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Escola Segura RS

Em maio de 2021 um crime chocou a pacata cidade de Saudades, interior de Santa Catarina. Três crianças e uma professora morreram a golpes de faca dentro de uma escola de educação infantil. O autor dos homicídios foi um rapaz de 18 anos, que acabou detido .

O ocorrido levanta a questão: o que professores e demais funcionários de uma escola podem fazer diante de tal cenário? A resposta mais óbvia é acionar equipes de segurança quanto antes.

Germano Medeiros, diretor comercial de uma empresa de segurança da grande Porto Alegre, percebeu a necessidade de uma resposta rápida para evitar tragédias como a de Santa Catarina e implementou o sistema ztrax Personal nas escolas atendidas por sua empresa na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O resultado foi imediato:

“Não havia um sistema efetivo para atender prontamente essas ameaças até então. Temos, em uma escola, dez professores com o botão de emergência discreto que, ao serem acionados, mandam um alerta para a central fazendo com que, no máximo em 5 minutos, uma viatura chegue ao local. Tudo online, sem que o agressor ou suspeito desconfie do alerta”.

Aluno armado acabou detido

Em uma das ocorrências, um professor desconfiou que um aluno estava armado. Quando a equipe chegou ao local e identificou o perigo real, acionou apoio de viaturas da brigada militar e da guarda municipal para fazer a condução do menor infrator e tomar as medidas cabíveis.

“O sistema de botão de pânico discreto trouxe mais segurança e agilidade na resposta das equipes de segurança. Antes, um professor tinha que se esconder no banheiro, ligar para o 190 e esperar por um tempo muito maior do que agora”, completou Germano.

Essa agilidade traz mais segurança para professores, funcionários, alunos e pais. Existe o sentimento de segurança. O equipamento já foi acionado três vezes nesta mesma escola e trouxe solução efetiva para todos os problemas alertados. Gerou ações efetivas quando preciso. Não é possível mensurar o número de crimes evitados, e nesse caso, essa é uma boa notícia.