Profissionais do açougue também tem direito a Pausa térmica diz TST

Com o mercado de carnes e derivados mantendo-se aquecido no Brasil, profissionais de açougues enfrentam rotinas intensas em ambientes artificialmente frios, como câmaras frigoríficas e áreas refrigeradas ligando o alerta ao cumprimento da NR 36, a conhecida Pausa Térmica.

De acordo com a CLT, trabalhadores expostos a temperaturas abaixo de 15°C (ou inferiores, dependendo da zona climática) têm direito a 20 minutos de repouso a cada 1 hora e 40 minutos de trabalho contínuo, intervalo considerado como tempo efetivo de serviço. A Norma específica para frigoríficos e processamento de carnes, reforça essas pausas para recuperação térmica, independentes do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Em 2025, o tema ganhou relevância com condenações judiciais somando cerca de R$ 180 milhões apenas no Tribunal Superior do Trabalho (TST), destacando a necessidade de cumprimento rigoroso das normas.

Em açougues, onde o manuseio de mercadorias frias é constante, a supressão desses intervalos pode resultar em horas extras, indenizações e danos morais, como visto em decisões recentes do TST e Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).

Em dezembro de 2025, discussões no TRT-12 (Santa Catarina) expuseram divergências sobre a prova da concessão das pausas, revelando inseguranças processuais que impactam empregadores:

“O descumprimento da pausa térmica não só afeta a saúde dos profissionais, expondo-os a riscos como hipotermia e lesões musculares, mas também gera custos elevados para as empresas. Em 2026, a adoção de tecnologias de monitoramento em tempo real será fundamental para garantir conformidade e produtividade”, afirma Marcelo Lonzetti, diretor comercial da ztrax, empresa especializada em soluções de RTLS (Real-Time Location System) para rastreamento indoor e outdoor.

Em um ano projetado para crescimento no setor de varejo de alimentos, com projeções de alta na demanda por carnes graças a melhora do poder aquisitivo do brasileiro, o cumprimento da pausa térmica começa a se tornar prioridade até mesmo em frigoríficos menores, já que ônus da prova, em caso de um processo judicial, cabe ao empregador:

“É preciso que os açougues e frigoríficos entendam que a adoção de tecnologia, como o chamado “kit Pausa Térmica” é uma necessidade para garantir tanto a saúde do colaborador, quanto o cumprimento da lei. Em um caso de resolução judicial, esse investimento será determinante para o sucesso da defesa “, encerra Lonzetti.

Compartilhe!

Quer receber conteúdo como este? Inscreva-se!

Escola Segura RS

Em maio de 2021 um crime chocou a pacata cidade de Saudades, interior de Santa Catarina. Três crianças e uma professora morreram a golpes de faca dentro de uma escola de educação infantil. O autor dos homicídios foi um rapaz de 18 anos, que acabou detido .

O ocorrido levanta a questão: o que professores e demais funcionários de uma escola podem fazer diante de tal cenário? A resposta mais óbvia é acionar equipes de segurança quanto antes.

Germano Medeiros, diretor comercial de uma empresa de segurança da grande Porto Alegre, percebeu a necessidade de uma resposta rápida para evitar tragédias como a de Santa Catarina e implementou o sistema ztrax Personal nas escolas atendidas por sua empresa na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O resultado foi imediato:

“Não havia um sistema efetivo para atender prontamente essas ameaças até então. Temos, em uma escola, dez professores com o botão de emergência discreto que, ao serem acionados, mandam um alerta para a central fazendo com que, no máximo em 5 minutos, uma viatura chegue ao local. Tudo online, sem que o agressor ou suspeito desconfie do alerta”.

Aluno armado acabou detido

Em uma das ocorrências, um professor desconfiou que um aluno estava armado. Quando a equipe chegou ao local e identificou o perigo real, acionou apoio de viaturas da brigada militar e da guarda municipal para fazer a condução do menor infrator e tomar as medidas cabíveis.

“O sistema de botão de pânico discreto trouxe mais segurança e agilidade na resposta das equipes de segurança. Antes, um professor tinha que se esconder no banheiro, ligar para o 190 e esperar por um tempo muito maior do que agora”, completou Germano.

Essa agilidade traz mais segurança para professores, funcionários, alunos e pais. Existe o sentimento de segurança. O equipamento já foi acionado três vezes nesta mesma escola e trouxe solução efetiva para todos os problemas alertados. Gerou ações efetivas quando preciso. Não é possível mensurar o número de crimes evitados, e nesse caso, essa é uma boa notícia.