Pausa térmica vira problema e descumprimento já custa 180 milhões em condenações só no TST

O que era para ser uma pausa de 20 minutos a cada 1h40 de trabalho em ambiente frio virou dor de cabeça milionária para o setor de carnes e alimentos refrigerados. Dados atualizados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), levantados em novembro de 2025, mostram que as ações trabalhistas por descumprimento da pausa térmica já ultrapassaram R$ 180 milhões em condenações só neste ano, aumento de 38 % em relação a 2024.

Gigantes do setor aparecem no topo do ranking de processos. O motivo? Falta de controle efetivo: muitos frigoríficos ainda usam planilha manual ou “ficha de papel” para registrar a saída e entrada dos funcionários da câmara fria. Quando o juiz pede a comprovação, a defesa desmorona:

“É o típico caso em que compliance trabalhista gera economia real. “Uma empresa média com 1.200 operadores em câmara fria gasta cerca de R$ 1,8 milhão por ano só em condenações e acordos de pausa térmica. Com um sistema automatizado de controle, esse custo cai 90% no primeiro ano e vira zero no segundo”, explica o Marcelo Lonzetti, especialista em RTLS e diretor da empresa ztrax.

O que mudou em 2025

  • O Ministério Público do Trabalho (MPT) passou a exigir, em Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), comprovação digital da pausa térmica com carimbo de data/hora e geolocalização.
  • Juízes da 9ª e 12ª Região (PR/SC e RS) começaram a considerar a ausência de controle automatizado como “má-fé processual”, aumentando o valor das indenizações em até 50 %.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que menos de 68 % dos frigoríficos brasileiros ainda não têm solução tecnológica para a pausa térmica, exatamente o mesmo percentual de empresas que sofreram autuações do MPT nos últimos 24 meses.

A principal solução encontrada pelo mercado para solucionar esse problema é o chamado Kit Pausa Térmica. O sistema baseado em RTLS coloca um aparelho chamado “locator” na entrada e saída de cada espaço refrigerado e os funcionários usam tags com registros automáticos, quando o tempo legal de cumprimento da pausa acontece, o próprio sistema alerta:

“O sistema avisa automaticamente quando o colaborador sai para os 20 minutos de pausa, o sistema já gera o relatório em tempo real que não pode ser editado, ou manipulado de qualquer forma, tornando-se assim, prova cabal em qualquer audiência” relata Lonzetti.

Compartilhe!

Quer receber conteúdo como este? Inscreva-se!

Escola Segura RS

Em maio de 2021 um crime chocou a pacata cidade de Saudades, interior de Santa Catarina. Três crianças e uma professora morreram a golpes de faca dentro de uma escola de educação infantil. O autor dos homicídios foi um rapaz de 18 anos, que acabou detido .

O ocorrido levanta a questão: o que professores e demais funcionários de uma escola podem fazer diante de tal cenário? A resposta mais óbvia é acionar equipes de segurança quanto antes.

Germano Medeiros, diretor comercial de uma empresa de segurança da grande Porto Alegre, percebeu a necessidade de uma resposta rápida para evitar tragédias como a de Santa Catarina e implementou o sistema ztrax Personal nas escolas atendidas por sua empresa na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O resultado foi imediato:

“Não havia um sistema efetivo para atender prontamente essas ameaças até então. Temos, em uma escola, dez professores com o botão de emergência discreto que, ao serem acionados, mandam um alerta para a central fazendo com que, no máximo em 5 minutos, uma viatura chegue ao local. Tudo online, sem que o agressor ou suspeito desconfie do alerta”.

Aluno armado acabou detido

Em uma das ocorrências, um professor desconfiou que um aluno estava armado. Quando a equipe chegou ao local e identificou o perigo real, acionou apoio de viaturas da brigada militar e da guarda municipal para fazer a condução do menor infrator e tomar as medidas cabíveis.

“O sistema de botão de pânico discreto trouxe mais segurança e agilidade na resposta das equipes de segurança. Antes, um professor tinha que se esconder no banheiro, ligar para o 190 e esperar por um tempo muito maior do que agora”, completou Germano.

Essa agilidade traz mais segurança para professores, funcionários, alunos e pais. Existe o sentimento de segurança. O equipamento já foi acionado três vezes nesta mesma escola e trouxe solução efetiva para todos os problemas alertados. Gerou ações efetivas quando preciso. Não é possível mensurar o número de crimes evitados, e nesse caso, essa é uma boa notícia.